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Entre a Queda e o Quadro

Uma review de Uma Longa Jornada (2015)

Entre a Queda e o Quadro

Baseado no livro de Nicholas Sparks, Uma Longa Jornada acompanha duas histórias de amor entrelaçadas no tempo. De um lado, temos Luke Collins, um peão de rodeio tentando retomar a carreira após um acidente, e Sophia Danko, uma estudante de arte prestes a se mudar para Nova York. Os dois se apaixonam, mas enfrentam conflitos por seus estilos de vida opostos.

Paralelamente, a trama apresenta a história de Ira Levinson, um idoso que sofre um acidente de carro e, preso dentro do veículo, relembra seu passado com a esposa, Ruth. Quando Sophia conhece Ira, as memórias do velho casal passam a influenciar suas próprias escolhas amorosas.

O filme alterna entre os dois romances e explora temas como sacrifício, destino, paixão e o poder de um amor duradouro. É uma típica adaptação de Sparks: carregada de emoção, com belas paisagens, cartas, perdas e recomeços.

Eu sou um grande apreciador dos filmes baseados nos livros do Nicholas Sparks, são histórias lindas, profundas e sempre trazem um arco de construção de personagem fechadinho, pra mim o autor é um dos melhores dramaturgos de sua geração, sendo em sua maioria livros e filmes de drama com romance colocando quase sempre algo em comum entre eles, nos filmes que assisti é sempre uma carta. E assim ele consegue contar fatos que acontece na história equilibrar de maneira natural com os flashbacks. 

Eu amei como ele amarrou a história do casal com o do Senhor Ira, com ela mergulhando no passado e trazendo uma conexão e como tudo o que ele viveu, serve de lição pra Sophia (Britt Robertson) e pro Luke (Scott Eastwood) pra que eles conseguirem passar pelas dificuldades em seu relacionamento.

Pra mim foi uma surpresa ter a Britt nesse filme, pois é uma das atrizes hollywoodianas que eu mais gosto, ela sempre faz um ótimo papel em cada filme que eu vejo e nesse não foi diferente, ela conseguiu colocar verdade em seu papel e não é atoa que ela sempre faz personagens com o mesmo perfil. Sobre o Scott, foi a primeira vez que eu vi um filme que ele atuou e posso dizer que gostei, ele é muito bom e os dois combinaram como casal principal.

Em questão técnica os filmes baseados nos livros do Nicholas Sparks sempre tem uma fotografia linda com escolhas lindas e dando ao espectador a melhor forma pra ele entrar dentro da história e vivenciar os fatos. Não sei se é o mesmo diretor que faz todos os filmes, mas tenho certeza que é a mesma produtora e são filmes incríveis e a maioria não tem o “Felizes para Sempre” é uma característica do Sparks, raramente tem nesses filmes.

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Escrito porPaulo Vitor Souza

Oi, eu sou o Paulo Vitor Souza Lima — produtor audiovisual, escritor e creator. Estudei Comunicação Social com habilitação em Rádio e TV no UNASP, e desde então mergulhei de vez no mundo da comunicação. Sou apaixonado por Cinema, TV e tudo que envolve Cultura Pop. Aqui no blog, escrevo sobre as histórias que assisto, que me tocam, que me fazem pensar. Porque, pra mim, o audiovisual vai além da tela — ele conversa com a gente.

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