Estava pensando nas coisas que assistia na infância/ adolescência que fazem parte da cultura pop brasileira, e me peguei pensando na série/ novela mais famosa dos anos 2000. Sim, estou falando de Malhação, que foi inspirada no livro Confissões de Adolescente.
Falar de Malhação é lembrar dos finais de tarde, tomando café e comendo pão em frente à TV. Foram tantas temporadas acompanhando aquela turminha animada, que começou com o núcleo na academia, depois foi para a escola e, mais tarde, para um ponto de encontro específico de cada temporada.
E falar de Malhação sem mencionar personagens icônicos como Mocotó, Cabeção, Rafa, Fatinha, Lia, Orelha, entre outros, é impossível. Eles marcaram o público que acompanhou a novela/ série da TV Globo.
Pra se ter noção do sucesso, Malhação chegava a picos de audiência entre 28 e 30 pontos de IBOPE — considerando o horário e a época em que foi exibida, isso era um feito e tanto.
Foi nessa produção que muitos nomes foram revelados, como Cauã Reymond, Alice Wegmann, Agatha Moreira, Juliana Paiva, André Marques, entre outros.
Na minha humilde opinião, esse programa não deveria ter sido cancelado, pois trazia temas muito relevantes para o público jovem. Mas entendo que o público já não tinha mais o mesmo interesse pela TV como antes. Ainda assim, olhando bem, a Globo poderia ter transferido a produção para o Globoplay e continuado com as temporadas de Malhação. Posso até dizer que eles fizeram e não fizeram:
produziram um spin-off chamado As Five (2020-2024), baseado em uma das últimas temporadas exibidas na TV, escrita pelo autor de Castelo Rá-Tim-Bum.
Pra mim, Malhação foi um programa que dialogava com e educava uma geração de adolescentes e jovens que assistiam. Um exemplo disso é a influência nas tendências de roupas, materiais escolares, entre outros.
Eu não assisti todas as temporadas que passaram na TV, mas assisti a maior parte. E, pra quem quiser assistir, o Globoplay disponibiliza gratuitamente todas as temporadas no catálogo.




