Malhação. O que falar sobre essa verdadeira escola de talentos da dramaturgia brasileira? Se a série/novela já foi palco de inúmeras estreias, hoje vou direto ao ponto e falar da minha temporada favorita, aquela que, para mim, foi a melhor e a mais inesquecível: Malhação: Intensa como a Vida (2012).
Essa temporada se destacou por ter um elenco de peso e uma química em cena que era contagiante. Era impossível não se apegar à turma do Colégio Quadrante: o icônico Orelha, o hilário Pilha, o problemático Dinho, a inesquecível Fatinha, a nossa roqueira Lia, Gil e Vitor.
Eles entregaram plots magníficos que conseguiam ser envolventes sem perder a essência de ser um produto feito para o público jovem, sempre abordando temas atuais com leveza e responsabilidade. Para a minha geração, era um ritual sagrado chegar em casa e ter aquele programa, um produto feito sob medida na TV aberta.
O roteiro era amarradinho, e o sucesso da temporada estava nos detalhes. O Nando Rocha, que implicava com a professora de Educação Física, Marcela, foi um dos melhores personagens, injetando uma dose de humor e drama na medida certa. O roteiro era tão redondinho que o único desejo que fica é: cadê uma novela de horário nobre feita por esses autores, TV Globo? É uma pena que a emissora tenha parado de investir em produções com essa qualidade e direcionamento para o público adolescente.
E o que dizer da trilha sonora? Foi simplesmente lendária! A playlist da Lia era a melhor, só pedrada, com rock e pop de qualidade, mesmo para quem não tinha esse como ritmo favorito. A música era parte vital do clima da temporada, tornando-a a mais musical e divertida de todas.
Para completar a nostalgia, o retorno de André Marques com o personagem Mocotó, lá da primeira temporada, criou um “Multiverso” e uma continuidade adorável na história da série, provando que a produção estava antenada em seu legado. Com uma audiência satisfatória, Intensa como a Vida permanece, para mim, a melhor de todas.




