O Melhor Terror de 2025?

Uma review de A Hora do Mal (2025)

Resumindo 

Rapaz… fazia tempo que eu não ficava tenso desse jeito com um filme e me divertia com o final #shortlegs 

Expandindo (Com Spoilers)

Estava animado para o filme, mas não tanto quanto a Lenda Felipolas que convenceu todo mundo a pegar ingresso para a estreia, então juntamente com o próprio, o Incrível Piologo, o Mago André, o Arthur AKA Tuga e a (não tão) Recém cinéfila Xerfan assistimos ao filme e caramba, que filme bom. Posteriormente reassisti com literalmente my brother que levou o maior susto da vida dele.

Na história, em uma cidadezinha do interior do EUA, misteriosamente uma classe de crianças simplesmente fugiu de casa às 02h17 da madrugada rumo a escuridão e nunca mais voltaram, sobrando apenas o Alex (Cary Christopher) e a professora Justine (Julia Gardner) para sofrer as no consequências. 

Apesar da tradução genérica e da premissa simples, o filme não é nada convencional e entrega uma obra de suspense extremamente competente e curiosamente engraçada em alguns momentos com uma narrativa não linear. 

Acredito que o grande triunfo do filme é fazer o básico MUITO bem feito, ele te dá o mistério e a medida que vai te mostrando respostas/ dando espaço para teorizar, ele vai entregando suspense e alguns sustos absurdos (3 se não me engano).

O diretor Zach Cregger, disse em entrevistas que a ideia do filme surgiu muito da perda do Trevor Moore, um amigo de infância e coprodutor que partiu de forma abrupta (acidente doméstico), a partir desse luto e falta de motivação, Ari Aster deu a ideia dele mergulhar no projeto para servir como uma forma de tentar lidar com esse sentimento de luto e afinal o que é a arte se não uma forma de expressão? Vale dizer que seus pais eram alcoolistas (não pode mais falar alcoólatra) quando ele era criança, daí surgiu a ideia da criança cuidando dos pais. 

Gostei demais dessa narrativa que explora diferentes perspectivas de personagens sobre o assunto, mostrando como cada “instituição” falhou com a criança protagonista em todos os âmbitos e como o verdadeiro “mal” veio de dentro de casa, corrompendo os pais e futuramente a sociedade (seria isso uma referência a tia do zap espalhando fake news?).

Toda a explicação do sobrenatural ficou muito legal, é uma bruxa que faz um ritual simples envolvendo uma árvore antiga, sangue e fio de cabelo ou objeto da pessoa para drenar a energia vital ou controlar alguém, muito massa! E no final quando o feitiço vira contra o feiticeiro foi genial! 

Acredito que tem algum significado maior sobre tiroteio e porte de arma nos EUA, porém não cheguei numa conclusão boa o suficiente, além da arma gigante no sonho do pai e que os EUA é o país com maior índice de tiroteio nas escolas, mas que fica um clima absurdo de luto parecendo que ocorreu um na escola, num tá escrito. 

Fazendo um exercício de imaginação aqui, ao longo da história o filme faz vários acenos a parasitas a partir da aula ou do que está passando na TV, mas não consigo pensar em uma possível tradução para Weapons além de “Armatização” o que convenhamos, não ia soar legal, então sou totalmente a favor de Shortlegs

Gostei que todos os personagens são falhos, a professora realmente se importa com os alunos, mas as vezes se envolve demais, só faz burrada e é alcoolista. O pai definitivamente é um Trumpista a favor da família, mas acabou criando um bully na escola. O diretor da escola (Benedict Wong) sempre tenta ajudar e acabou se ferrando por isso. O policial (Alden Ehrenreich) só faz cagada e trai a esposa. O Zé droguinha é drogado. A Tia Gladys (Amy Madigan) é uma ótima bruxa moderna. E o Alex realmente é uma criança que teve que “virar” adulto muito cedo. 

No geral é um ótimo filme de suspense, que consegue explorar seu conceito “básico” de maneira formidável, definitivamente é um dos melhores filmes do ano pra mim e foi uma ótima experiência compartilhada no cinema, ainda sinto que o filme trás uma discussão maior sobre o porte de arma, porém ainda não consigo explicar, independentemente, foi muito divertido ficar tenso o filme inteiro e rir e se assustar em outros.

Comentários Extras & Curiosidades 

  • Música do começo: Be Aware Of Darkness – George Harrison 
  • Não correlacionado ao filme, mas assim que acabou meu nariz começou a sangrar (rock and roll)
  • Acho que o Pedro Pascal não ia ficar tão legal de pai trumpista quanto o Josh Brolin
  • Rumores dizem que a produtora do Jordan Peele perdeu a compra dos direitos e o homem simplesmente demitiu pessoas por isso, brabo
  • Acho incrível que no mesmo filme temos as versões do Paraguai do Henry Cavill, o Timothée Chalamet (Minguê) e a Rita Lee, fascinante 
  • Não consigo olhar pra protagonista numa cidade do interior americana sem pensar em “Darlenee!” 
  • Aqui é ao contrário: os pais choram e o filho vê
  • Uma curiosidade macabra é que no roteiro oficial a pose já icônica em que as crianças correm faz referência a foto da garota vietnamita que sofreu com ataque de Napalm
  • Curiosamente 17 crianças sumiram e só 2 pessoas da sala ficaram as 02h17min
  • O ator do policial fez o jovem Han Solo ?!??
  • Não é, mas lembra muito a corrida do Naruto 
  • O diretor tem ótimas referências 
  • Os créditos finais são muito legais e estilizados 
  • Será que o diretor vai conseguir fazer uma boa adaptação de Resident Evil

Nota: 10

Filme atualmente disponível nos cinemas

Isso é tudo pe-pe-pessoal, obrigado por ler e até a próxima!

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